PRICK (Personal Responsibility, Informed, Consensual Kink)

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PRICK (Personal Responsibility, Informed, Consensual Kink), em tradução direta – Responsabilidade Pessoal, Informado, Kink Consensual; ou, em tradução livre – Kink Consensual com risco Informado e Responsabilidade Pessoal.


Atualmente, muitas pessoas vêm distorcendo a ideia original dos princípios contidos no SSC (São, Seguro e Consensual), criado por Davidy Stein, em 1983, associando o termo "seguro" com "livre de risco". Em reação à insatisfação dentro da comunidade BDSM foi cunhado o termo RACK (Kink Consensual Consciente do Risco) –  por Gary Switch, em 1999 – dando mais ênfase ao compromisso individual com possíveis riscos.

PRICK é um termo relativamente novo que começou a ganhar popularidade por volta de 2009. Surgiu depois que os críticos do RACK começaram a reclamar que a doutrina não enfatizava que os indivíduos tinham a responsabilidade pessoal de aceitar ou rejeitar o comportamento de risco em que se engajaram e viver com as consequências de suas escolhas.

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Em minha opinião, o SSC deveria ser suficiente para servir de referência aos praticantes de Kink & BDSM em vários níveis, desde o baunilha até o sadomasoquista hard. Entretanto, a necessidade de cunhar novos termos apenas enfatiza a incapacidade de certas pessoas em assumir responsabilidade. Nesse sentido, o PRICK serve como um puxão de orelha.

“Não sabe brincar, não desce pro play”.

Analise as seguintes situações:

Trilha – Com subida em uma colina.

Escalada Esportiva – Praticada em pequenas falésias, entre 20 e 50m de altura.

Escalada Livre – Exigência de resistência física para suportar longas horas na parede, muitas vezes sob sol forte.

Escalada em Big Wall – Sua duração pode chegar a vários dias, exigindo que o grupo tenha que dormir ancorado nas paredes, utilizando barracas especiais para isto. É um esporte para montanhistas experientes.


Antes de se envolver em uma atividade relativamente perigosa é necessário ter conhecimento. Porém, se uma pessoa se propõe a fazer algo, mesmo sem o conhecimento necessário, então é ela quem deve ser responsabilizada pelas consequências. Nas práticas BDSM, dependendo das pessoas que estão envolvidas, ele pode ser comparado a um esporte radical.

Infelizmente, muitas pessoas que iniciam no BDSM não têm essa consciência. Querem escalar o “Everest” sem conhecimento, experiência e preparo. Depois, quando algo dá errado, essas pessoas se colocam como vítimas e não assumem a responsabilidade por sua precipitação. E o que é pior ainda, outras pessoas – que estão totalmente alheias aos acordos – dão razão para o vitimismo e mimimi desses irresponsáveis.

Portanto, apelo a quem estiver lendo esse texto. Não seja mais um irresponsável.

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